sábado, 12 de dezembro de 2009



Dói-me o peito em carne viva.

O que poderia ser mais doido

do que alguém querido te ferir,

com palavras que entram pelo ouvido,

penetram no cérebro, na alma,

vão consumindo ossos, músculos, nervos,

carne e pele, como um câncer exógeno,

um ácido que corrói a alegria e simpatia.

Imagino um pássaro que pousou em sua janela,

cantou puro e foi alvejado e morto

Uma borboleta que pousou em sua mão,

bela e confiante, e por elas foi esmagada.

Por onde andava teu coração nesta hora?

Imaginou-se seguro para machucar,

atingir a auto-estima e a felicidade?

Por que achou que seria bálsamo pra as feridas

existentes em seu vituperado interior?

Conhece a mágoa mas não a sensibilidade.

E depois tenta convencer que nada fizeste...

Se não posso curar-te com meu carinho

Deixe o pássaro ir.

Deixe a borboleta voar.

Deixe Deus entrar.

Pra você sair dessa carapaça desumana..

I love you.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009




Quem anda por este

mundo afora

Olhando as estrelas

Colecionando pedrinhas

Colhendo flores

Pulando de alegria

Declamando poemas

Falando sozinho

Chorando de súbito

Mudando de rumo

Quem anda por ai

e passa por mim, por você

Pode nem nos ver

Não importa

Pode ser chamado de louco

Mas nós sabemos

que ele realmente é

um ser especial
"Passa o tempo e as palavras não vem.
Chegam finalmente as palavras,
mas o tempo de dizê-las já passou..."

 
A lógica da vida é ilógica.
Não tem nexo este nosso viver
nascemos dependentes e morremos iguais
passamos anos nos desenvolvendo para
terminarmos completamente dependente
Algo na criação humana deu errado.
Não era bem assim que deveríamos ser
Tanto esforço fazemos
para no fim nada sermos
Nem mais ouvidos
Nem mais amados
Não ... não...
está tudo errado



A quem a alma se reconhece escrevendo,
está condenado permanecer assim a vida inteira.
Não dá para parar.
Se perguntarem diga que estou por ai,

Procurando um novo sol

Uma nova flor

Um poema do Mário Quintana

Algo que seja simples

Ser simples é difícil demais

domingo, 6 de dezembro de 2009


Castelos de areia já construí e já os vi desmoronar sem ter vontade de fazer nada, pois os sonhos que se apagam acabam por apagar a chama do nosso coração.

Eu me disse muitas vezes que jamais recomeçaria, pois amar e ter o amor que escorre entre os dedos dói demais, dói de escurecer o mais lindo dia de sol, de apagar a mais linda noite de lua.

Mas os sonhos voltam (felizmente!) e o coração palpita de novo, anseia, espera, se entrega, apesar das lições recebidas, dos erros cometidos e de todas as lágrimas derramadas no travesseiro.

Construímos novos castelos e não nos importamos com as ondas, que virão provavelmente, mas então teremos realmente vivido.

E é assim que sigo: carregada de todas as marcas possíveis, com lições que me chegam até a alma como se fossem sempre coisas novas e na pele as lembranças que jamais me deixarão.




Para meu verdadeiro amigo... Rapha...


Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.


Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.
Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.


Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo sendo separado por mil mares, é alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver.


Um amigo nem sempre diz sim quando dizemos sim e não quando dizemos não, mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos.


Um amigo é um bem precioso que devemos não deixar guardado numa caixinha de jóias para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.







A amizade é uma das formas mais bonitas de amor. Sim, porque o amor se divide em várias formas.

Há amigos que a gente encontra pela primeira vez e entram como uma flecha, diretamente no nosso coração. Dizemos imediatamente que "nosso sangue combina com o de fulano."

Outros, ah, esses precisam de um tempo; precisamos conhecê-los bem para que consigam conquistar um cantinho, que geralmente se torna muito importante com o tempo; esses amigos são muitas vezes carregados de defeitos, pelo menos no nosso julgamento, e nem todo mundo está disposto a se abrir o suficiente para conhecê-los, porque muitas vezes "o sangue não combina" e não queremos mesmo dar oportunidade. Isso é uma pena! Há realmente pérolas escondidas dentro de conchas aparentemente feias. Nem sempre é assim, mas se a gente não der a oportunidade, nunca vai saber.

Há ainda aqueles que a vida nos impôs, como os colegas de escola, a turma da rua ou da igreja; esses fazem parte da nossa vida por um tempo. Alguns a gente perde de vista com o tempo e só fica mesmo a lembrança e a saudade. Outros, continuam caminhando com a gente. Tudo depende muito das circunstâncias. Mas quem não gostaria, vinte ou trinta anos depois, de reencontrar uma velha turma? !

E há hoje em dia os virtuais. Engraçado, mas falamos dos virtuais como se não fôssemos. Mas somos também, já que uma moeda sempre tem dois lados. E esses tomam uma parte importante na nossa vida também. Alguns vão desaparecer com o tempo, mas outros, os verdadeiros, vão ficar enfeitando nossa vida por longo tempo.

É... mas com tudo isso, uma coisa é certa: só vamos saber quem são nossos verdadeiros amigos nas horas difíceis. É fácil ser amigo quando tudo vai bem, quando tudo é festa; mas quando estamos por baixo, depressivos, tristes, precisando, que seja material ou moralmente, aí sim é que vamos conhecer nossos verdadeiros amigos.

E quando os reconhecemos, devemos guardá-los bem apertadinhos junto de nós, porque são esses os Anjos que o Senhor utiliza para abençoar a nossa vida!

sábado, 5 de dezembro de 2009






Foram teus olhos a ditar a lei do nosso procedimento.
Como falam calorosamente, num desbravar de sensações e emoções, não deixando dúvidas do teu sentir.
Poderia submeter-me ao silêncio e ignorar a sua mensagem, mas meu interior vibra quando teu olhar observo.
Às vezes fico sem forças para decidir, para seguir em frente, para tentar demonstrar o pulsar do meu sentir.
Todavia desta feita tudo se proporcionou a revelar-se e, assim, pudemos alinhavar nossos mútuos sentimentos, complementando-os.
Agora a luz floresce em nossas mentes, com o mesmo brilho e idêntico fulgor.
Caminhamos unos, sentindo-nos!...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Existem
pessoas em
nossas l vidas
que nos deixam l
felizes pelo simples
fato de terem cruzado
o nosso caminho. Algumas
l percorrem ao nosso l lado,
vendo muitas luas l passarem,
mas outras apenas vemos entre um
passo e outro. A todas elas chamamos
de amigo. Há l muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore l caracterize
um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo
pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois
vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço
para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda
a família l de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos
que iam cruzar o nosso caminho. l Muitos desses denominados amigos
do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não
estamos bem, sabem o que nos faz felizes...Às vezes um desses amigos do peito
estala l o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho
aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também
há aqueles
l amigos por um tempo, talvez umas férias, ou mesmo um dia ou uma hora. Esses l costumam colocar muitos sorrisos l na nossa face, durante l o tempo em que l
estamos l por perto. l Falando em perto, não l podemos esquecer l dos amigos distantes. Aqueles que l ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente, entre l uma folha e outra.l O tempo passa, o verão se vai, o l outono se l aproxima, e perdemos l algumas de nossas folhas. Algumas l nascem num outro verão e outras l permanecem por muitas estações. l Mas o que nos l
deixa mais felizes, é que l as que
caíram l continuam por perto, l
l continuaml alimentando a nossa
raiz com alegria. Lembranças de l
momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.



Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Luz, Sucesso, Saúde, Prosperidade...
Hoje e sempre... simplesmente porque: cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito. Há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas
almas não se encontram por acaso.





O dia esta lindo, as pessoas andam nas ruas sem olharem para trás.

Penso em você, e que falta me faz… Antes de te conhecer, era só mais um rosto na multidão… Hoje faz parte do meu coração…

Olho para as flores e sinto teu perfume… Olho para o céu em noites de luar… Vejo teus olhos… Como estrelas a brilharem…

Não vá embora… Penso, ao ver tua imagem ao longe…

Ao sentir tua distância, mesmo que em sonhos e fantasias…

Não vá embora… Algo lá dentro de mim grita enquanto ouço a nossa canção…
]Gostaria de segurar o momento, sentir no instante que se vai…

A sua presença que agora é passado… mas que ainda sinto ao meu lado.
Uma recordação que dói…
Palavras escondidas…

Enquanto a emoção superando os sentidos, abafou tão poucas palavras.
Não vá embora…

A frase que ecoa na memória… Não dita… Mas que ainda hoje é sentida.


Eu te amo
tanto que seria capaz de cultivar um jardim só para você
plantar uma árvore só pra ver crescer
cobrir meu quarto de fotos suas, só para não te esquecer
Eu te amo
tanto que seria inútil sonhar sem ti
pois a cada sonho sei mais de mim
e é sonhando que espero que isso não tenha fim
Eu te amo
tanto que te faria mil poesias
te velaria de noite, te alegraria de dia
e tudo que dissesses eu acreditaria
Eu te amo
tanto que escrevo uma poesia que nunca será vasta
e tardo a entende que um único verso é hasta
Eu te amo! e basta.


domingo, 29 de novembro de 2009




Ai que saudade to tempo de criança ,onde lama até os joelhos e sujeira na camiseta era a melhor coisa da vida ,não tendo com que o seu preocupar ,há não ser com que brinquedo brincar.

Ai que saudade to tempo de criança ,onde tudo parecia o mundo mágico de OZ e tendo EU como protagonista principal ,sem ter que se preocupar com negócios e responsabilidades.

Ai que saudade do tempo de criança ,onde brincar era estar no mundo da lua ,e comendo batata frita da avó era a melhor coisa que existia .

Ai que saudade do tempo de criança ,onde a rua era a minha melhor casa e nos braços da mãe meu único lar .Tendo ali meu porto-seguro ,minha muralha da China .

Ai que saudade do tempo de criança ,onde um amor inventado pra mim bastava ,do tempo que as nuvens eram algodão-doce.

Ai que saudade do tempo de criança ,onde o conto de fada se transformava realidade.

Ai que saudade do tempo de criança ,onde até as feridas mais profundas cicatrizavam rápido como um furacão que é a vida hoje.

Ai que saudade do tempo de criança ,onde eu deitava na calçada e sentia a brisa tocar meu rosto como se fosse carinho

Ai que saudade do tempo de criança ,saudade das preocupações por mim ,saudade de tudo que vivi ,saudade do ainda estar por vim ,saudade de você.

Ai que saudade do tempo de criança ,sem preocupação pra comida ,gordura ,acidente ,amores e coração .

Ai que saudade do tempo de criança ,saudade de você ,saudade de mim ,saudade da alegria que transbordava quando toda a família se reunia pra uma ceia de Natal.

Ai que saudade do tempo de criança ,saudade da cor dos teus olhos quando a luz do sol tocava nele ,saudade mais ainda de você .

Ai que saudade do tempo de criança ,saudade da pessoa que participou da minha vida e me fez ser mulher ,muitas saudades de você ,e onde quer que esteja eu espero estar orgulhosa de mim ,não pelos meus atos ,mas sim por minhas atitudes .




Do pouco que você ainda não levou sobrou isso
E me agarrarei a essas minhas palavras como meta
Da parte que se entende do meu serviço

Do calabouço da cabeça ergue-se a mente
Um labirinto hermeticamente lacrado
Por pensamentos que despertam solenemente
A besta acorrentada, o animal encurralado

Da palavra que escrevo ainda resta a sanidade
De letras compostas com sentido abstrato
O poema que se descreve em pura vaidade
Com alegorias que não compõem o contrato
Fico então parado me esvaindo de sentimentos
Cogitando o que nunca pude pensar em ter
E de você, então só resta um lamento
Como aqueles que já nem se sabe porque.




Vou viver até sem ter pra onde ir
Momentos infantis que me alucinam
Que me tiram o sono
Noites perdidas só no abandono.

Onde está você além de aqui ?
Vou fingir que nunca te vi
Irei viver sem ter onde ir
Eu sei ,ta tudo diferente.

Nada é sempre igual pra sempre
Mais há luzes em seu olhar
Onde quer que eu vá
Você me persegue
Você me deixa louco.

O ponto de burlar o sentimento não existe
Apenas aquelas coisas tristes ficaram
Minha dor não se conforta mais com atenção
Como posso te tirar do pensamento ?

É difícil perceber o quanto me amo
Sabendo que em uma fracção de segundos
Você ,simplesmente você
Me deixa louco.

Poderíamos tentar mudar o mundo
Mais nada teria valor sem o teu amor
Vamos ser forte ao ponto de suportar
E assim arrancar do peito o amor que ainda sinto
O amor que ainda tenho.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O pouco do que eu queria

Eu adoro ser sua amiga...
Essa amizade que com o tempo se tornou muito pra mim.
Esse muito que não me abandona,
Esse muito que me encoraja,
Esse muito que me faz rir,
Esse muito que é meia felicidade,
Esse muito que é meu remédio,
Esse muito que faz falta quando não tenho a sua companhia.
Essa é a amizade que substituiu meu outro sentimento de antes.
O sentimento que se tornou pouco...
O pouco do que eu queria.

Esse pouco que faz tanta diferença,
Esse pouco em que eu perco a alma,
Esse pouco que por menor que seja pra você, pra mim cresce a cada dia,
Esse pouco que às vezes é tão grande que se esconde pra não te preocupar,
Esse pouco que se mostra forte, mas que por trás apenas chora,
Esse pouco que um dia você quase achou,
Esse pouco que nunca existiu antes,
Esse pouco que se conforma,
Esse pouco que não acaba,
Esse pouco que escrito aqui, supera o muito,
Esse pouco que te ama... E se resume somente nesse amor,
Esse pouco que eu tanto queria

quinta-feira, 26 de novembro de 2009




Eu quero Alguém



Quero alguém que fale pouco
mas com o seu silêncio possa dizer muito.
Quero alguém que não me faça promessas
mas com pequenos gestos demonstre o seu amor.

Não quero alguém que enxugue as minhas lágrimas
mas, sim, alguém que não me faça chorar.
Não quero alguém que me faça cobranças
mas alguém que me compreenda.



Não quero alguém que aponte os meus defeitos
mas alguém que tenha a sensibilidade
de enxergar as minhas qualidades.
Não quero alguém que faça criticas
mas alguém que me aceite do jeito que sou.

Não quero alguém vazio, superficial e
que viva de aparências
e que faça promessas que não serão realizadas.
Não quero alguém que viva de fantasias.



Só quero alguém que me ame...
E se deixe ser amado!
Só quero alguém que goste
de viver a vida de forma simples,
recheada com muito amor e carinho e,
acima de tudo, com muita sinceridade e respeito.
Quero alguém que, assim como eu,
acredite no amor verdadeiro!


Amizade
Quem não precisa de um Amigo,
de alguém para partilhar suas coisas?
Ter amigos e ter a melhor relação
com o mundo, é jamais pensar
que se está só, sem ninguém.
Quem tem Amigos na verdade
possui tesouros, mas devemos
tratá-los com o devido cuidado,
como se fosse uma jóia preciosa
de grande valor que não
encontramos em todo lugar.
A você o meu muito obrigado por tudo.
Quem tem um Amigo nunca está só,
está em boa companhia.
Eu tenho você uma grande pessoa,
uma grande amizade.
Você é a honestidade, a sinceridade e
o carinho que traça o perfil
de uma amizade completa.
Obrigada por sua amizade!

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."
Mario Quintana

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



A Melhor Maneira de Viajar é Sentir

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 20 de novembro de 2009




- NÓS

Delícia em que me embrenho
Teu corpo ao meu dispor
O gosto do teu sal
Teus beijos, meu amor...
Contigo vou ao céu
Me perco ao doce açoite
Te monto e meu corcel
Eu atravesso a noite...


AMOR DO MEU CORAÇÃO
Graças a ti meu coração
Eu vejo tal felicidade
Preencher todo o meu ser,
Pois tu respondes a todas as minhas necessidades.

Cada um dos teus sorrisos
Faz-me lembrar como eu sou privilegiado
Que eu sou satisfeito em todos os meus desejos
E de enfim tê-la encontrado.

É a ti que devo
Todos os meus momentos de alegria
Tu fazes bater o meu coração
E me aquece com o teu calor.

Obrigado por ser tão excepcional
De embelezar cada dia da minha vida
À cada dia eu agradeço aos céus
De tê-la como esposa

Eu te amo tanto
Tu, o amor do meu coração
Tu sabes que eu te adoro
E muito mais a cada hora que passa!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

     "A vida tira as folhas secas para as novas virem a nascer...
Espera e aguarda o novo,
caminhar para trás é retroceder”.


"Na solidão de certos dias, eu me invento."

O que me compõe é tudo o que minha alma já viveu.
É tudo o que meu corpo já sentiu.
É o que eu me lembro, sonho, sinto:
Amores, dores... Medos, vícios.
É o que eu crio para mim
E o que eu tiro... Desmorono...
E o que fica é só o verdadeiro:
Componho-me.

O que me habita é tudo o que eu consinto.
Tudo que é intrínseco, eu convivo.
Todos os “eus” me habitam
E todos eles gritam...
Fugas, fogueiras, fuzuês...
Habitam-me todos os sexos...
Crenças, cores, quereres...
E eu não fujo:
Habito-me.

O que eu conheço é o que eu busco
E eu busco só o total...
O que toca fundo, o que tem sentido.
Meio termo, meio passo, meio vivo;
O meio me faz mal.
Quem não se conhece aceita qualquer coisa...
Não conheço o caminho,... Mas hei de seguir...
Não sei do mundo, mas sei de mim:
Conheço-me.

O que eu permito é tudo que me eleva
Se não engrandece, não me acrescenta: desce!
A luz e a sombra me somam, me mostram, me são.
Sou o doce e o veneno, não há o que escolher...
Verso e inverso, yin-yang, eu me completo.
Não me tiro:
Permito-me.

Tudo que minha alma já viveu me compõe
E o que me compõe habita em mim
E o que habita em mim, eu conheço
E o que eu conheço eu permito
E o que eu permito, é.
Eu Sou.
Permito-me!


Nesses dias mormacentos
Sem algo a dizer
Dormita a voz do eco

No silêncio branco
Apenas escuto
As pequenas memórias

Trazidas pelo vento tardio

Na rua do mundo,
a nudez poética
é conversa fiada

A esquerda da vírgula,
Um afeto literário,
Além do olhar

O choro insistente

sábado, 14 de novembro de 2009



Não !!!!!!!!!!!
Não aguento quero ser eu mesma.
Eu mesma com meus erros.
Eu mesma com meus acertos .
Eu mesma com minha essência.
Oh! mundo cruel ..
Porque nos faz colocar máscaras..
Porque nos faz interpretar papéis todos os dias...
No trabalho, na escola , na família.
Eu quero ser eu mesma.
Mesmo que para isto tenha que perder..
Eu quero ser eu mesma.
Não abro mão disto.
Não se atrevas a maquiar-me com a palidez de tuas mãos, deixe minha alma viver, deixa-me viver sem pausa, sem trégua, sem retardamentos. Sacode de mim tua poeira, não engodes o meu ser com tuas promessas dúbias, aparta teus olhos oblíquos e negros de meus caminhos, não me faz adormecer na curva do tempo.
Tantas pessoas já nascem mortas, e porque não te encarregas destas criaturas obscuras e insípidas?
Por que persegue os que se dão ao trabalho de renascer e renascem á cada dia?
A vida é dolorosa ao entrar nos pulmões, mas mesmo assim insisto em tragá-la cada vez mais.
Aprendi a amar esta vida, com todos seus problemas e enigmas, seus paradoxos; as flores, cores, os amores.
A musica dos homens me fascina, suas notas embriagas de ; - pranto, paixão, amor, dor, pavor, prazer e emoção. E a melhor de todas elas: A Redenção.

Aparta-te de mim, que não cantei ao mundo as preces que humildemente fiz!Que não experimentei um terço da minha capacidade de sentir e causar emoções.
Aparta-te de mim!



Resolví que não quero qualquer um, quero um Vinícius de Moraes… sem menos (impossível ser mais).

Quero ser a menina com uma flor, aquela por quem as pernas andam e para quem os braços foram feitos, aquela que recebe as lindas juras do amor infinito enquanto dura.

Por ele seria a estrela derradeira, a amiga e companheira… só dele em pensamento.

Um homem por quem eu perca o sono, que eu admire sem entender, que eu ame mesmo que eu tenha que sofrer.

O bom de estar sozinha é isso, querer tudo e mais um pouco sem ter medo…




Desmemórias

Moldou-se no chumbo

Derreteu-se

Fundiu-se num sonho

Endureceu-se

Resistiu, insistiu, brigou

Desistiu, traiu, delatou

Quem viu? Quem soube? Quem perguntou?

Isso tudo a autoridade apagou

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."

[LIN YUTANG]





Beija-me,
Beija-me fugazmente
Beija-me num gemido quente
Num beijo que me alimente a alma
Beija-me por tudo e por nada
Quero ser a mais amada
No fim da tarde calma

Beija-me por dentro e por fora
Beija-me a toda a hora
Que o meu coração agradece
Beija-me num beijo molhado
Aquele beijo de pecado
Onde amor se aquece

Beija-me,
Beija-me mais uma vez
Beija-me na embriaguês
Dos beijos que nunca me deste
Beija-me como se fosse verdade
Deixa-me sentir a saudade
Dos beijos que nunca quiseste.


O que a noite não consegue escurecer, acabo por soprar.
Sempre me adianto, como se a alma corresse na frente, como se o dia não passasse de horas, como se o tempo fugisse aos tombos por aí.
Quando acordo o sol no início me perturba, me cutuca, me amedronta. Quando consigo abrir os olhos ele vira meu companheiro, meu amigo.
E assim é com todo mundo. Nem um passo a mais, nem um a menos: Fique parado até meus olhos acostumarem. Depois do primeiro ofuscar, chegue mais perto, assim consigo enxergar melhor. Depois do primeiro sorriso, fique comigo, sou a melhor companhia.
Quando a noite não consegue mais agüentar, carrego comigo as frases do dia, e o sopro termina o que o sol começou a fazer.
Queimar, queimar, até adormecer.


Esta faltando um pedaço de mim.

Algo que jà faz algum tempo passou ser parte de mim, uma especie de extenção.
E sem esta parte não consigo fazer mais nada.
Estou mutilada.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


sábado, 5 de setembro de 2009

Viver é sonhar, decidir, perder ou vencer
É desistir ou retornar
É crescer sem aparecer,
É uma grande história de amor.
Viver é uma aventura tão louca
Cada dia, um dia,
Cada sorriso, um sorriso,
Cada pessoa, um mundo,
Cada sonho, um degrau,
Cada passo um risco,
Cada erro uma oportunidade de aprender.
Viver é sempre demais...
É sempre vantagens,
É sempre seguir forte.
É sorrir por teimosia
Ou não disfarçar a alegria.
É ter certeza de que valeu a pena...
Viver vale a pena.......
Subi a tona
Voltei depois de
longa temporada
mergulhada na escuridão
Estava em meio às trevas,
andando por porões,
esgotos, rastejando e
lamentando por minha dor
Comunguei com devassos,
com nobres, com pobres
Somos todos iguais
quando vivemos na escuridão
Sem medo, sem sorte, sem freio
É assim a vida nos labirintos
do inferno que é a nossa mente,
quando nos transposta
para dentro da escuridão

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nestes dias chuvosos, quando a tua
lembrança vem bater-me na vidraça,
recuso-me de todo a ver quem passa
e procuro nem sequer olhar a rua.

E pela noite dentro, quando a lua
é um pássaro triste que esvoaça
sobre a última árvore da praça,
onde um fantasma sempre se insinua,
reinvento-te e, à luz da madrugada,
concluo que, além de ti, não há mais nada.

terça-feira, 11 de agosto de 2009


A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos,
os seus rostos envolvidos pela sombra.
Sua beleza é triste e nostálgica porque,
sendo moradores da alma, sonhos,
eles não existem do lado de fora.
Vez por outra, entretanto,
defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz,
uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...)
sem razões, faz a bela cena acordar.
E somos possuídos pela certeza de que este rosto
que os olhos contemplam é o mesmo que,
no quadro, está escondido pela sombra.
O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma
que seja do tamanho do nosso amor.
A nossa fome de beleza é grande demais.
Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele.
E a bela cena retornará à sua condição de sonho
impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se
da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...

Quando quiseres me amar
não escolhas tempo nem lugar.
Quando chegares, diremos baixinho
o soneto de todos os amantes.
Faremos de nossos dedos
demiurgos recriando a noite,
em régua e compasso transformaremos nossas mãos.
Inventaremos uma geometria do amor:
procuraremos a linha reta de nossos olhares,
apararemos as arestas de nossos corpos,
em quinas e ângulos uniremos nossas bocas,
e num ponto qualquer fixaremos o azulado
das manhãs.
Quando quiseres me amar,
não escolhas tempo nem lugar.
Deixarei a porta aberta, a casa limpa,
uma saudade te esperando em cada canto.
Quem inventou a partida?
De um filho, de um amigo,
de um parente, da vida ...
Que oca figura é esta
que nada lhe toca e lhe resta,
para inventá-la tão triste?
E tudo nela é sofrido:
o abraço, o olhar,
o beijo dividido...
Tudo nela tem uma ponta de dor:
As palavras, um afago ,
uma lágrima!
E ainda nos deixa
uma saudade tamanha,
Pesada de carregar!
Quem inventou a partida
Não sabia amar!
Não teve infância,
nem se apaixonou!
Não teve amigos,
nunca chorou ...
Não viu a primavera,
a neve das chaminés!
A chuva da janela,
os rios e igarapés.
Quem inventou a partida
Deveria estar de mal com a vida!
Não conseguiu compreendê-la.
Não viu o neto,
a noite e seu teto,
os quinze anos de um filho ...
Quem inventou a partida?
Seria a propria dor nascida?
Perdeu os natais,
crepúsculos e madrigais ...
Perdeu o pulsar da vida!
Quem inventou a partida
a fez sem autorização,
do amor guardado em nós!
Sem data marcada, sem dia certo...
fez a sós!
Sem trato, ou distrato,
sem contrato de gaveta.
Mas a fez, metido a besta!
E a nós, o que resta?
Dos dias, espreitar à fresta
esperando o momento que
chegará em nossa vida,
no mais completo silêncio.
 
Algumas pessoas se tornam inesquecíveis
ao mesmo tempo em que se tornam invisíveis...
Existem amores duradouros que se mantêm
graças a outras “concretudes”.
companheirismo...afinidade...fidelidade...
E existem amores que existem na
sua condição de impermanência...
Como as estações que aparecem e se desmancham,
a cada ano...deixando a imagem de um pôr-do-sol,
folhas que caem em verso ou reverso,
a chuva estupenda que lava uma tarde única.
Ficar com estes amores é
como tentar pegar as nuvens...
Certos desejos só cabem na memória,
uma instância que até parece a realidade,
mas não é a realidade...
Nela não há mais tempo nem espaço...
apenas a beleza imaterial.
A beleza sem "corpo".
De quantas desistências é feito o sonho?

Célia Musilli
 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Toda mulher sabe amar
E sabe demonstrar.
Não se contenta com pequenos sinais
Quer sempre mais
Não aceita limites
Quer tudo
Não agüenta a espera interminável
Quer agora, que urgente
Ela quando quer nada teme,
Não vê a impossibilidade,
a impotência do outro
Não é inerente a mulher
À covardia no amor
Quando ama uma mulher
ama com coragem,
Ama desvairadamente
Ama amar
Olho o mundo...
e não compreendo
Como pode ser
tão má a humanidade
Humanidade,
aquela que tem seres humanos.
Mas humanos não seria
os seres racionais?
Seres racionais
não deveriam ser o
“ser” inteligente,
aquele que compreende,
que entende,
que pensa?
Irracional não é o mundo animal?
Mas o animal
não é aquele que vive em paz?
Que só mata por fome?
Não é aquele que tem
sua espécie extinta
pelo ser racional?
É não entendo mesmo!
Acho que não sei o que quer dizer
“Racional e Irracional”
És meu limite
és minha censura
Tentas prender minha mente
tentas me deter
Sei que me quer sua
sei que me quer toda
És meu carrasco
és meu juiz
minha vida te incomoda
minha alegria te é estranha
meu sorriso para ti é profano
não me conheces nada
não sabes nem ao menos que
dentro do peito tenho um
coração que quer viver feliz
e que tenho uma alma
que quer voar
para o além
Mente Humana
vastidão...
somente comparada ao universo
Tantos são seus caminhos que
jamais uma outra mente conseguirá
decifrar um milionésimo
dos seus segredos.
Imaginar...
Tirar por si mesmo ações alheias...
é puramente ilusório
Mentes...jamais seguem pelo mesmo caminho
Mentes...jamais seguem o mesmo destino

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Caminho por uma estrada

estreita, escura, difícil.

Ou será que é minha mente

que é tão estreita.

Que em tudo vê dificuldades

Meu coração é apertado

não dá abertura para o amor

Amar dá muito trabalho,

requer muita paciência

muita entrega,

muitos sacrifícios

resignação, desistências

Não sei se quero tudo isto

de novo, se quero partilhar

tanto trabalho, tanta entrega.

Acho que não mais,

estou muito cansada.

.
Palavras podem ser ousadas,
malcriadas, ofensivas
Ando a procura de uma
para te qualificar
Mas ai então não
poderei publicar
Porque algumas palavras
não ficam bem em poemas
Então o que farei é te ignorar
Penso que pode ser bem ofensivo,
fingir que nuncas existiu
Ou se existiu já morreu
Talvez tenha morrido mesmo
de rir da minha cara,
Só porque um dia te amei,
pensando que eras único,
que eras verdadeiro

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não existe mais o “nós”
não fazemos mais um par
fomos divididos
Você ficou com o lado
que escolheu
escondido,
encolhido
Eu fiquei no outro lado
que não havia escolhido
desocupada,
desiludida
na espera do nada
Nunca fomos mesmo um par
éramos somente dois sonhadores
tentando encontrar-nos
Mas não foi possível
você não quis
sua covardia foi maior
que nossos sonhos,
então acordamos
e os nossos sonhos
dissiparam-se
desfizeram
Por favor responda-me
mande-me qualquer sinal
não acredito que teu amor
desfez-se como fumaça

Por favor, me informe
como vais? como estás?
não é possível que possas
Sumir sem olhar para trás

Se algum dia me amou
se algo era real
responde-me, avise-me
com qualquer sinal

Serve cartas, telegramas
mails, bilhetes
até mesmo se puder
que sejam sinais de fumaça

Gostaria de ter a
calma de um monge
mas não tenho
não sei esperar
quando quero,
tem que ser urgente,
senão perde a validade,
a importância
Não consigo ficar no
banco de reserva
esperando a minha vez
quero logo ser convocada,
senão perco o interesse
Não tenho mais tempo
para esperas
Minha vontade é intensa,
mas breve
Se não for alimentada
morre como uma flor,
seca sem água
Mas renasce novamente
para outra novidade,
outro interesse
outro amor

sexta-feira, 31 de julho de 2009

                                                          Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Amores transitórios
são melhores
passam rápido
não deixam ranço,
nem marcas profundas
São mais bem lembrados
dão frio na barriga,
aceleram o coração
Vem com grande paixão
vão se como vento
São intensos,
quase mortais
ficam pouco,
deixam lembranças
Nada comparado as
convivências seculares,
que transformam o
doce” mel” em “fel”

domingo, 26 de julho de 2009

Como pode
sua falta de apego
este seu desprezo
pelo aconchego
de quem só lhe quer bem
Penso que nunca teve
em nenhum momento
algum apego, nem um
minuto de amor por
este alguém que lhe quer
tão bem
Como pode amar, mas não
querer alguém que
tanto lhe quer
Não entendo
o ponto exato do desapego
a ruptura de tudo
a indiferença total
por alguém que tanto lhe
quer bem

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Palavras podem ser...
bonitas,
feias,
alegres.
tristes,
estimulantes,
desanimadoras,
compridas,
pequenas,
o que quero mesmo dizer
é que de nada adianta palavras,
se são escritas para ninguém,
elas devem ter sempre um foco
um objetivo, principalmente
se estão em uma poesia
Devem emocionar o
coração do ser amado,
ou daqueles que estão
amando, mesmo que não
sendo correspondidos
A melhor das palavras é
sempre aquela que
queremos ouvir.

Uma lágrima...
escorre lentamente
Quente... ela naquele momento
tem vida própria... de nada
adianta tentar segurar
quando a emoção transcende
o esforço de se mostrar forte
ela desce primeira mansamente
depois vira uma cachoeira
e com ela desce toda a tristeza
a mágoa, a dor, a raiva
ela nos torna leve, calmo
Faz um bem danado
chorar algumas vezes
Gosto do silêncio
Tenho a alma atormentada
Ela está cansada
Minhas vontades morreram
Tantos desejos,
sumiram todos
Tantos sonhos,
acordei.
Chorar nunca foi meu forte
Estou confusa agora
Preciso pensar
Estou em momentos de isolamento
Preciso romper o casulo
e novamente sair para voar.
                                                            Não tente me silenciar
por favor, deixe-me livre
As palavras não me obedecem
elas insistem em fluir
Quando quero me expressar
é somente escrevendo que consigo.
Por favor, deixe-me livre
pois preciso do espaço
que o silencio proporciona
para aliviar-me de tantas agonias
Quando te vejo lembro-me...
como te desejei.
Como era forte o meu querer.
Como uma paixão nos revigora,
rejuvenesce, enlouquece.
Como eu te quis.
eras o meu pensamento
constante dia é noite
Eu sabia que você também me queria
Mas não dizia com palavras
Nem precisava tudo eu entendia.
Como eu estava feliz,
como eu sofria,
tudo estava entrelaçado
Ora a paixão o querer
ora o não poder ter.
Que droga faz o tempo
Que droga faz o medo
Tudo esfria, vai apagando,
amortecendo, acabando.
Ficaram só as lembranças
“Que bom se tivesse acontecido”
Quantas vezes eu te olhei
Quantas vezes eu queria ser vista
Queria-te tanto que... não
via que não me querias
Quantas vezes sonhei com você
Quantas vezes imaginei teus beijos
Tanto tempo perdido
sonhando com você
O desejo é mesmo estranho
tornou me obsessiva
Tanto querer sem nunca ter
Que perda de tempo
ou talvez não...
Sonhar por vezes é bom
Ruim é não acordar.
 
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