Quando o fim vem, ele não pede pra entrar.
Aquele dia começo estranho. O sol - tão inocente do jeito que é – não sabia ao certo o que iria iluminar. Despertei de um sono atordoado, antes eu tivera sonhos estranhos, esquisitos, sonhos que me fariam passar o dia todo pensando.
A manhã que costumeiramente era tão ensolarada me parecia incompleta, como um poema sem conclusão, faltava um algo mais. Risos já não mais adiantavam, abraços não me alegravam, a música soava tristemente. Lembro-me do dia anterior – que se soubesse que seria o último não agiria como agi- as palavras dela soavam longe, distante e diminuta, como um sussurro que durante todo o ‘dia do sol’ eu escutei, eu remoí dentro de mim. No posterior à linda manhã incompleta, adormeci. Era como em um filme, milhares de lembranças me vieram ao adormecer, os sussurros continuavam, só que cada vez mais altos, estavam virando gritos e em meio a um arraial de confusões despertei; Eu não estava em coma, mas minha queria estar. Fui atordoado atrás de respostas, mas tudo foi em vão. A cada solução que queria encontrar eu me via mais perdido. E foi então que resolvi esquecer ao menos um momento.
E vi o sol se o se pôr, eu vi a luz esvaindo-se, eu vi a noite chegar.
A noite trouxe um vento que não era refrescante, era um vento de ‘fim de festa’, era um aviso ou até mesmo uma conclusão.
Amigos surtavam, risos eram falsos, eu não tinha pra onde ir, a noite chegou...
Foi então que ela chegou... A musa dos mistérios chegou mais misteriosa que de costume. Não pude ver seu olhar, mas me parecia não muito alegre. A sua fala era forçada, minhas declarações de nada valiam... Não podemos fugir de nada que nos é reservado. A cada momento os gritos viraram berros, então eu tive que me preparar, mas foi em vão...
Quando me vi, notei-me estressado, discutindo com ela e isso foi irreversível... Talvez me retirar e me recolher pra pensar não fosse a melhor coisa no momento.
Foi assustador receber as noticias do jeito que vieram. Não tive tempo de me defender, meu silencio falou por mim, então perdi.
Meu ser amargurou-se. O sono se foi. Os berros que faziam latejar minha mente já estavam me alucinando, foi então que entendi a celebre frase de uma pessoa que admiro muito, que dizia: ”Se não for, não insista”.
Termino aqui este relato, tendo certeza de que não terá um final feliz, pois este foi o fim.
Quando o fim vem, ele não pede pra entrar.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Quando o fim vem, ele não pede pra entrar.
Aquele dia começo estranho. O sol - tão inocente do jeito que é – não sabia ao certo o que iria iluminar. Despertei de um sono atordoado, antes eu tivera sonhos estranhos, esquisitos, sonhos que me fariam passar o dia todo pensando.
A manhã que costumeiramente era tão ensolarada me parecia incompleta, como um poema sem conclusão, faltava um algo mais. Risos já não mais adiantavam, abraços não me alegravam, a música soava tristemente. Lembro-me do dia anterior – que se soubesse que seria o último não agiria como agi- as palavras dela soavam longe, distante e diminuta, como um sussurro que durante todo o ‘dia do sol’ eu escutei, eu remoí dentro de mim. No posterior à linda manhã incompleta, adormeci. Era como em um filme, milhares de lembranças me vieram ao adormecer, os sussurros continuavam, só que cada vez mais altos, estavam virando gritos e em meio a um arraial de confusões despertei; Eu não estava em coma, mas minha queria estar. Fui atordoado atrás de respostas, mas tudo foi em vão. A cada solução que queria encontrar eu me via mais perdido. E foi então que resolvi esquecer ao menos um momento.
E vi o sol se o se pôr, eu vi a luz esvaindo-se, eu vi a noite chegar.
A noite trouxe um vento que não era refrescante, era um vento de ‘fim de festa’, era um aviso ou até mesmo uma conclusão.
Amigos surtavam, risos eram falsos, eu não tinha pra onde ir, a noite chegou...
Foi então que ela chegou... A musa dos mistérios chegou mais misteriosa que de costume. Não pude ver seu olhar, mas me parecia não muito alegre. A sua fala era forçada, minhas declarações de nada valiam... Não podemos fugir de nada que nos é reservado. A cada momento os gritos viraram berros, então eu tive que me preparar, mas foi em vão...
Quando me vi, notei-me estressado, discutindo com ela e isso foi irreversível... Talvez me retirar e me recolher pra pensar não fosse a melhor coisa no momento.
Foi assustador receber as noticias do jeito que vieram. Não tive tempo de me defender, meu silencio falou por mim, então perdi.
Meu ser amargurou-se. O sono se foi. Os berros que faziam latejar minha mente já estavam me alucinando, foi então que entendi a celebre frase de uma pessoa que admiro muito, que dizia: ”Se não for, não insista”.
Termino aqui este relato, tendo certeza de que não terá um final feliz, pois este foi o fim.
Quando o fim vem, ele não pede pra entrar.
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